Raf Simons, Diesel, Balenciaga, Dries Van Noten, Chloé… a lista de marcas que fizeram referência às festas, mais especificamente às festas de música eletrônica, foi extensa nesta temporada da moda. Diversos designers têm escolhido fazer suas apresentações em boates, e algumas marcas já incorporaram ao seu DNA o estilo clubber, com sua abordagem Do It Yourself (faça você mesmo), que busca a liberdade e a construção de uma identidade própria na noite. Em resumo, a sinergia entre os sintetizadores e a passarela está mais forte do que nunca. Mas para entender essa conexão, é importante voltar às raízes, lá na década de 1970, quando o movimento clubber teve origem.
A Ascensão da Música Eletrônica
Para compreender a relação entre a música eletrônica e a moda clubber, é essencial traçar uma rápida linha do tempo da música eletrônica. Esse gênero musical é caracterizado por uma diversidade de estilos que se originaram em diferentes lugares, culminando no que conhecemos hoje como música eletrônica de dança. Por exemplo, o House nasceu em Chicago nos anos 1970 e foi fortemente influenciado pela música Disco, tendo suas raízes na cultura negra e LGBT. O Trance, por sua vez, surgiu como uma variação mais melódica e psicodélica e se tornou a trilha sonora das raves em locais abertos. Enquanto isso, o Techno emergiu em Detroit nos anos 1980, combinando influências da música afro-americana com uma visão futurista.
Esses estilos musicais se desenvolveram e se fundiram em inúmeras vertentes, dando origem à diversidade sonora que apreciamos hoje. Embora a música eletrônica tenha evoluído musicalmente, o que permanece constante é sua influência na moda e na cultura clubber.
O Estilo Clubber
A estética do movimento clubber é tão diversa quanto a música que o inspirou. Cada subgênero da música eletrônica de dança deu origem a uma abordagem distinta à moda. O House, por exemplo, mantém uma estética quase retrô, evocando a era Disco com roupas brilhantes e extravagantes. Enquanto isso, o Trance é sinônimo de tie-dye e cores fluorescentes, perfeito para raves ao ar livre. Já o Techno reflete uma estética mais industrial, lembrando a cidade de Detroit com sua herança na indústria automobilística.
A Década de 1990
Nos anos 1990, a cultura clubber não só ganhou força no cenário global, como também deixou sua marca no Brasil, principalmente em São Paulo, nas regiões da Rua Augusta e dos Jardins. Boates como Hells, Massivo e Madame Satã tornaram-se pontos de encontro para os entusiastas da música eletrônica. Nessa época, a cena clubber era liderada por indivíduos da comunidade LGBT , que encontraram na música e na moda uma forma de expressar sua liberdade de gênero e orientação sexual.
O Brasil viu o surgimento dos cybermanos, jovens que traziam um estilo futurista da periferia, com piercings, sneakers, peças camufladas e uma atitude única. Eles contribuíram significativamente para a diversidade da cena clubber brasileira, enriquecendo ainda mais o caldeirão de estilos e influências.
A música eletrônica e a moda clubber têm uma relação intrínseca que perdura ao longo das décadas. A música eletrônica inspira a estética clubber, que valoriza a individualidade, a liberdade de expressão e a criatividade. À medida que marcas de moda e designers incorporam elementos da cena clubber em suas coleções e desfiles, a sinergia entre música e moda continua a prosperar.
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Música eletrônica: Porque esse estilo foi abraçado pelos jovens
Texto por: RedaWeb – Marketing Digital